Não escrever uma crônica sobre a mulher no seu dia é como ir a Roma e não ver o papa, ir à chuva e não se molhar, ir contra a maré que reina da zero à vigésima quarta hora de 8 de março.
Amanhã, tudo volta ao normal e os homens deixam de mandar flores, bilhetinhos amorosos, mensagens carinhosas, sorrisos a três por quatro, beijinhos no cangote, abraços apertados, juras de amor, na saúde e na doença, na alegria e na tristeza etc. etc. Infelizmente.
Então, a primeira recomendação do dia vai para os varões, espécie aqueles com excesso de testosterona na moleira:
– Machos, aproveitem o Dia da Mulher e sejam mais Homens. De verdade.
O segundo conselho deveria ser para as mulheres – caso precisassem, claro. E é claro que não precisam. Ao menos as que conheço são tão perfeitas – inclusive nas imperfeições –, lindas, inteligentes, sensíveis, sensuais, sexies, carinhosas, decididas, divertidas, sonhadoras, enfim, que não carecem de conselho, não.
As mulheres precisam de reza – e nós, ajoelhados, em sinal de contrição. Porque quase nunca sabemos amá-las como merecem. Respeitá-las como desejam. Compreendê-las como necessitam. Bom, essa última parte é inevitável, mesmo: as mulheres mais fascinantes são também as mais enigmáticas. Entendê-las é tarefa impossível, esforço necessário apenas pela intenção, que nos conduz ao Inferno, onde abundam as melhores, digo, intenções.
Devemos rogar, e agradecer, também, pelas mulheres serem tão bondosas e compreensivas – exceção feita, sem ironia, às lésbicas: trocar o corpo de outra mulher para amar o corpo de um homem só pode ser muita abnegação e amor. A menos que você seja – como sonham muitas nos dias correntes – o George Clooney, ou ao menos um George Clooney. Como, entre os bilhões de portadores dos cromossomos X e Y, só existe um George Clooney, temos mais é que agradecer a elas por nos suportarem. E rezar para que o filhodaputa do George Clooney não se engrace da mulher que estamos amando.
Enfim, voltando ao corpo da mulher, digo, voltando a falar sobre o corpo feminino, eu diria que não existe lugar na terra mais paradisíaco, estrada melhor a percorrer, destino mais cobiçado. Mais ou menos como na canção do exilado Gonçalves Dias: um lugar onde o céu tem mais estrelas, os campos têm mais flores, os bosques muito mais vida, e nossas vidas, enfim, mais amores.


Basta um George Clooney, mas, seria muito bom , muitos Mario Ivo,e de todas as idades…
Com todo respeito. Grande canalha.
como nao sei seu email, vou mandar por aqui
http://www.monicacookart.com/