revi ontem http://bit.ly/9th1Hi ‘open arms’ do journey na trilha
Este texto foi publicado em domingo, 14 de novembro de 2010 às 21h34 e arquivado como Twitter. Você pode seguir qualquer comentário deixado neste texto através do feed de RSS 2.0.
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revi ontem “spartacus”, um filme de kubrick, muito cultuado nos anos sesseta.tentei, aliás, rever o filme:deixei-o na metade.não suportei a performance de kirk douglas, com seu hollywoodianismo amoroso, e muito menos o marxismo requentado daquele escravo, que os meus amigos do partidão tanto admiravam.aliás, algum crítico de cinema já andou dizendo isto por esses blogs da vida: o filme “spartacus” tem a ideologia e a falta de sinceridade do partidão.lendo a deliciosa crônica do mario ivo, essa flor pós-moderna de ironia, fiquei pensando:será que um filme sobre uma rede social, e que tem no enredo um (ou mais) nerds,seria tão chato ? pode ser até chato aos olhos de mario ivo, mas quem, como eu, já estudou bem a sua corrosiva ironia pós-moderna, não vai levar ao pé da letra as palavras desses cronista que tanto admiro. e vou dizer uma coisa pra vocês:nada me fascina mais do que a história de um nerd, esse novo animal que surge na floresta.já pensaram, mario ivo, fernando monteiro e alex de souza, um filme sobre um geek pós-apocalíptico como julian assange?
Olha, Mario Ivo, parece que sua crônica “Quem foi, quem não foi” já nasceu cult.Reler um texto seu é a melhor saída para fugir desse monstro, o tédio potiguar. Ou tódio como diria João da Rua, máscara do meu amigo João Batista de Morais Neto, nome latifundiário para um autor de romances minimalistas.
Reler é reler, rever é rever (desculpe-me esse trocadilhozinho metido a besta, o palíndromo: eu adoro). Não é preciso ser doutor em Estética da Recepção, pra se compreender o efeito que nos causa o reencontro com uma encantadora crônica como a sua.Reli-a ao lado de Irani, minha Penélope real, em nossa varanda de nuvens em Ponta Negra.Foi ela, sua unha pintada com um esmalte ouromel, que me chamou a atenção para a ilustração que acompanhava seu texto: um quadro (podemos chamá-la assim) de Sofia Coppola.Seu estilo maneirista apossou-se de nossas almas e corpos,gestos, uma música por nascer, e palavras, palavras, palavras.E o resto é silêncio como diria Shakespeare, outro maneirista.
muito longe do tódio, meu caro jarbas (“elementar, jarbas”, diria eu, conandoylando, ou não, posto q dizem q holmes nunca proferiu tal frase), suas aventuras ao lado de irani: merecem um livro. sempre q surgem, os comentários da penélope iluminam inda mais o seus, com a força e a beleza sutis de vagalumes. são curtos, lacônicos e, por isso mesmo, ainda mais precisos. aliás, insisto: qualquer livro seu q amplie a graça de seus sonetos seria um alento p tal literatura potyguar, seja romance, biografia, ficção científica ou de receitas contra o tódio. abs.
Revi ontem Maria Emília Wanderley.Belíssima.Parecia saída de um filme de Visconti.Mas bem que encarnaria perfeitamente uma Rita Hayworth.Leitora fiel deste sítio, não deixará de ler as trovas, glosas, sonetos e poemas em prosa deste apaixonado poeta angicano, publicados aqui com a benevolência aristocrática de Mario Ivo. Essa musa natalense cuida, no momento, da publicação de inéditos de Berilo, que conheci quando trabalhava na Tribuna do Norte.E se tornaria meu colega no Ministério Público.Um casal inesquecível.
reviu, pois, o céu/ nos olhos de maria emília
olha, maria emília, duelar com mario ivo é empresa capaz de amarelar qualquer dom quixote.mas se ele sacar outro verso como este aí de cima, eu prometo, em represália, escrever 74 sonetos petrarquianos em seu louvor. aliás eu já soube que ele, com sua máscara de baile dos tempos de romeu e julieta, anda sarcasticamente me chamando de “el bonitón”. não perde por esperar.meu livro terá prefácio de tácito costa e orelhas de nei leandro de castro (serei capaz de fazer as pazes com este poeta).mas se as coisas passarem dos limites, o desafiarei pra um duelo.e que afonso martins e volonté sejam os árbitros, se é que árbitros têm lugar em duelos.
revi ontem, nada ledo mario ivo, essa touchstone poética de tua lavra:”…antes q o lenço de maria emília caísse por terra, já revoluteava entre meus dedos e dalí p seu colo, em chamas. mil sóis ardiam
no horizonte. angicos era uma ilusão.”