Palanque do inferno

5 de fevereiro de 2010

Como Clotilde Tavares ainda não inaugurou novo blog, este sítio pega carona na sua objetividade certeira.

Insatisfeita com o caos do trânsito na área do Midway Mall (nome de primeiro para rua de terceiro mundo), tascou dois comentários (sobre post Mas aí, ao lado), que seguem, intercalados pela arquiteta Cláudia Gazola:

Clotilde 1:

Daqui a pouco, Marioivo, não vão mais nem poder aparar a grama dos canteiros. Tb acho uma bobagem esse povo punindo por meia dúzia de árvores que, se retiradas e alargada aquela pista de duas para três faixas, vai ter como resultado desentupir aquele gargalo que se forma em frente ao Midway. Tá certo vc.

Cláudia:

Até acho que as arvores poderiam ser derrubadas, mas a questão é que a tal “via livre” é, mais uma vez, uma solução para os carros!!! eu ainda não vi o K. Lima dizer que vai ordenar calçadas (pq elas não existem para quem anda a pé), investir em transporte público de qualidade (enfrentar os famigerados empresários), e tarará tarará… mas sim, de construir passarelas, produzir mais “não lugares” , que são, poluição visual e mais concreto na cidade!

Clotilde 2:

Eu de novo! Aquilo é um inferno, aquele gargalo. Atrapalha o trânsito e tira a paciência dos motoristas, piorando sua qualidade de vida. Penso que vale a pena sim botar as árvores abaixo, se for melhorar a situação. Não são árvores raras, nem centenárias, e pode ser encontrada outra solução paisagística depois que a questão da fluidez do tráfego ficar resolvida. Também concordo com Cláudia, que diz que só se pensa nos carros, só se apresentam soluções para os carros. Mas como não se pode proibir as pessoas de comprá-los e de usá-los, é preciso pensar neles, sim. Mas… estou inaugurando nesses dias um blog para falar nessas coisas para não ficar usando o blog dos outros como palanque, né, Marioivo?

Um Já Comentou para “Palanque do inferno”

  1. Olha Marioivo, vi no jornal que vão encontrar uma solução para aquele trecho que não inclua o abate das árvores e isso é uma boa notícia. É claro que com as árvores fica melhor, mais sombreado – até para quem passa ali lentamente e sofre com o calor. O que não se pode é sacrificar o bem-estar humano em nome do bem-estar vegetal.
    Como um dia desses numa discussão onde se falava em um cachorro que latia a noite toda e incomodava as pessoas da vizinhança. Uma criatura então tomou a defesa do “animal irracional”, que “latia porque cachorro late”. Bem, aí pergunta-se: o cachorro tem mais direito de latir do que as pessoas (que trabalham, estudam, etc) têm de dormir?
    Com as árvores é a mesma coisa.
    E não inaugurei ainda meu novo blog só sobre assuntos de Natal por culpa de Marlos Apyus! Olhaí, Marlos, tou esperando!

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