O casamento do século

25 de abril de 2011

Aproveito a deixa de mais um casamento do século (aspas) para retomar este blog das mãos, digo, patas, das moscas a quem estava entregue. O casamento, sabeis, é do príncipe – bom, esqueci o nome do moço – com a plebéia Kate Middleton. Confesso que errei por pouco o nome da menina: faltou um dê. De dado. De dama. Do rapaz, pouco me importa: terá tempo ainda para se fazer famoso. Por enquanto, ao que tudo indica ou assim captei, seguirá mais ou menos os traços e pegadas do pai: sua esposa tem tudo para ser uma nova Lady Di. Nem tanto por tendências inatas, mas porque assim o quer a plebe – da qual, aliás, faz parte Lady K, isto é, até a próxima sexta, quando, dizem, dois bilhões de pessoas [sic] acompanharão a cerimônia real. Do século.

E se me lembrei do casamento do príncipe X com a futura princesa K foi porque os jornais hoje me informaram que Tony Blair e Gordon Brown não foram convidados para, pois, o casamento do século. A esta altura, já sem aspas.

Tony Blair e Gordon Brown, se vocês já esqueceram, foram os dois últimos primeiros-ministros da Grã-Bretanha. Ou Reino Unido, sei lá eu. Governaram – ou administraram ou conduziram – o país de 1997 a 2007. Pelo andar da carruagem verdamarela, o partido dos trabalhadores de Lula-Dilma vai superar, fácil fácil, a carroça vermelhazul.

Mas isso é outro papo.

Pois bem: o povo ficou meio chocadinho com a falta de convite para os máximos representantes do PT britânico. Dizem que Blair (nada a ver com a bruxa do filme) foi responsável pela salvação recente da rainha da Inglaterra (ou do Reino Unido ou) e seus pares na corte quando da morte da princesinha de Gales, Lady Di, mãe do principezinho de quem não lembro o nome. Dona Elisabete (ou Elizabeth II) não queria falar à nação nem botar a bandeira do Palácio de Buckingham a meio-pau. (E, em memória de Diana e de Elton John, peço que contenham qualquer comentário maldoso com o meio-pau da frase anterior.) Pois, bem: foi Tony quem mudou a cabeça coroada da rainha e salvou a monarquia. Stephen Frears contou a história tintim por tintim em seu A rainha (2006) com Helen Mirren fazendo melhor o papel da monarca do que, dizem, a própria.

E agora, essa. Que safadinha essa família real. Convidaram o barman preferido da família Middleton (com dois dês) na ilha de Mustique, Caribe, onde passam as férias; convidaram o carteiro e o açougueiro do condado de Berkshire, onde os Middleton (com dois dês) têm residência. Sem falar em David e Victoria Beckham, Joss Stone e Elton John e até o Mister Bean, com aquele ar de pateta bretão (ou inglês ou).

Se bem que, é verdade, Dona Elisabete nunca engoliu a esposa do Blair, Cherie, que, não contente em ser plebéia, inventou também de ser advogada militante e feminista igualmente. A tal da Cherie, pasmem, recusava-se a se ajoelhar diante da soberana. E ainda contou em suas memórias que o quarto filho do casal foi concebido no castelo de Balmoral, Escócia, porque fazia um frio danado e tinham esquecido as camisinhas.

Sendo assim.

Um Já Comentou para “O casamento do século”

  1. soraia disse:

    eles por lá até podem esquecer a camisinha…por aqui, esquecimento é sinônimo de tá ferrado: falta pediatra. de bom mesmo é você tirar a pedra do seu blog e nos devolver a água. bendita água! tomara que logo venham os áudios. tudo de bom e ao seu gosto!

Deixe um Comentário