O amor que não ousa dizer seu nome

2 de agosto de 2010

“Pobre Peter Park”, diz a sinopse da próxima revista do Homem-Aranha (nos EUA, ainda no final de outubro), “odiado por todos seus amigos, sua namorada parou de falar com ele e, pra completar, o mundo inteiro despreza o Homem-Aranha”.

O sítio da Marvel não fala, claro, mas nos blogs mundiais ligados à sigla LGBT o assunto é praticamente comemorado – não pelo roteiro, mas pela capa, onde se vê um Spiderman entediado num Central Park, New York City, em festa. No canto direito da capa, dois homens, bigode e barbichinha, se beijam.

Não são os únicos casais: logo à frente dos dois, um casal hetero se beija. À esquerda, um casal interracial, ele, um negão de dois metros, ela, uma gordinha cheia de anéis.

Especialistas dizem que a capa é histórica: pela primeira vez numa revista em quadrinhos de grande circulação aparece um beijo gay.

Homófobos de plantão podem começar a entoar o velho sucesso das Frenéticas: “Mas o que mais me dói, mas o que mais me dói/ Você escolheu errado o seu super-herói.”

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