Nada de novo sob o sol

22 de dezembro de 2009

O Novo Jornal tem me lembrado muito um velho jornal: em determinada década, acho que anos 80, o Diário de Natal encarnou aquela máxima quase trash que desconhece fronteiras derna que o mundo é mundo e o poivo começou a comprar jornais, gazetas, tablóides:

– Se espremer, sai sangue.

As manchetes de primeira página do NJ vêm explicitando essa associação, especialmente nas últimas semanas.

A diferença é que, enquanto o velho nadava nos glóbulos vermelhos do crime, o novo solta tintas, entre o veneno e o ódio, contra inimigos históricos – pessoais e políticos.

O intelectual de plantão, velha figura de tertúlias, resumiu a questão, ontem à noite, na frescura da noite estiva:

– O Novo Jornal é O Dia político.

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O que prova, mais uma vez, a eternidade de Giuseppe Tomasi di Lampedusa quando escreveu “Se vogliamo che tutto rimanga come è, bisogna che tutto cambi” (“Se queremos que tudo fique como está, é preciso que tudo mude”).

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