Memóires

4 de maio de 2010

Um Já Comentou para “Memóires”

  1. Jarbas Martins disse:

    em 1949, na minha primeira infância, vivida em angicos, não havia internet. seríamos condenados ao mais completo isolamento, ignorantes dos benefícios e do encanto que a rede gratuitamente nos dá, não fosse jessé, um garoto mais velho que eu, meus irmãos e primos.dado a histórias nada ortodoxas, como a de um menino que se conectava, através de um aparelho que usava no braço como um relógio, com seres de outros mundos, e com pessoas de lugares distantes como assu, pendências e natal- jessé era visto pelos meus pais como um garoto de quem não se podia esperar grande coisa. erraram: jessé, hoje, é um pacato cidadão, aposentado como investigador da polícia civil. que contribuição deve ter dado à instituição com sua imaginação e perícia em explicar acontecimentos extraordinários…mais fantásticos do que jessé só um circo que, certa vez, acampou bem em frente à nossa casa, no logradouro, vejam só, mais nobre da cidade, a praça j. da penha, homenagem ao nosso herói republicano. e o rádio do meu tio eduardo péres, gerente de “o clarim”, jornal fundado por aluízio alves.o que mais me encantava no rádio era um olho luminoso, ofuscante e solitário que até hoje não sei qual era sua função. quando anos mais tarde, estudando espanhol com o
    professor paulo gomes, no atheneu, ao ler um poema de gôngora- não procurei indagar do meu mestre a razão daquela aberração anatômica de polifemo. ficava fascinado, apenas, com aquele luzeiro na cara do temível gigante.

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