Mas aí

5 de fevereiro de 2010

Ai, ai, ai. (Sem acento agudo.)

O dia tava até começando bem, mas aí o secretário Kelps Lima foi ser entrevistado pelo Bom dia RN, da TV Cabugi, digo, Intertv.

O motivo? A possibilidade (ou impossibilidade) de botarem abaixo as árvores do canteiro da Salgado Filho, logo após a Alexandrino de Alencar.

A Semob quer (ou quis) derrubar as árvores para melhorar o trânsito de automóveis na área. Suponho que os canteiros seriam reduzidos e uma faixa a mais desentupiria o entupimento que se vê todos os dias, em vários horários diferentes.

Mas aí – , , (com acento) – meu avô reclamava dessa mania de meter “aí” em tudo que é lugar, atravancando a frase; enfim, aí, depois que descascaram os espigões do Morro do Careca e varreram confetes e serpentinas do Carnaparrachos, os municipais estão todos temerosos com a tal opinião pública, quase toda ela entrincheirada no twitter, reduto dos heróis de plantão.

E o secretário Kelps Lima, bandeja de ovos nas mãos e nos pés, fez questão de lembrar que a Semob consultou a Semurb, do também secretário Kalazans Bezerra.

Que, depois dos espigões, tá com medo de arrancar até mato da grama.

Ora, mas que essa.

Até onde eu sei não deve ter meia-dúzia de pés de pau entre a Alexandrino e a Antônio Basílio, o trecho apontado como o mais crítico.

Se as árvores não forem derrubadas, o trânsito vai piorar cada vez mais, e passageiros, motoristas e pedestres vão ter de agüentar por mais tempo a fumaça dos escapamentos e tais.

Então, derrubem logo essas árvores e desentravem a passagem do comboio, K. Lima e K. Bezerra.

Mais importante que os cães ladrando, é a caravana passar.

Mas aí…

6 Já Comentaram para “Mas aí”

  1. Daqui a pouco, Marioivo, não vão mais nem poder aparar a grama dos canteiros. Tb acho uma bobagem esse povo punindo por meia duzia de árvores que, se retiradas e alargada aquela pista de duas para três faixas, vai ter como resultado desentupir aquele gargalo que se forma em frente ao Midway. Tá certo vc.

  2. claudia disse:

    até acho que as arvores poderiam ser derrubadas, mas a questão é que a tal “via livre” é, mais uma vez, uma solução para os carros!!! eu ainda não vi o K. Lima dizer que vai ordenar calçadas(pq elas não existem para quem anda a pé), investir em transporte público de qualidade (enfrentar os famigerados empresários), e tarará tarará … mas sim, de construir passarelas, produzir mais “não lugares” , que são, poluição visual e mais concreto na cidade!

  3. Eu de novo! Aquilo é um inferno, aquele gargalo. Atrapalha o trânsito e tira a paciência dos motoristas, piorando sua qualidade de vida. Penso que vale a pena sim botar as árvores abaixo, se for melhorar a situação. Não são árvores raras, nem centenárias, e pode ser encontrada outra solução paisagística depois que a questão da fluidez do tráfego ficar resolvida. Também concordo com Claudia, que diz que só se pensa nos carros, só se paresentam soluções para os carros. Mas como não se pode proibir as pessoas de comprá-los e de usá-los, é preciso pensar neles sim. Mas… estou inaugurando nesses dias um blog para falar nessas coisas para não ficar usando o blog dos outros como palanque, né, Marioivo?

  4. chico guedes disse:

    meses atrás quando esse assunto primeiro veio à tona, lembro que alguém da prefeitura falou em usar, na hora do rush, uma faixa da outra pista a partir da Alexandrino para o trânsito no sentido tirol-BR. Essa faixa seguiria até a altura da igreja universal e por ela trafegaria quem se dirigia à BR, enquanto as duas existentes a partir do “funil” ficariam para ônibus e quem mais fosse pro Midway, Bernardo Vieira, Nordestão, etc etc. Achei que era uma saída criativa, me lembrou o que se faz no Rio há muito tempo ao longo da praia, do leblon até o túnel novo, na divisa de copacabana com botafogo, que nas horas de pico fica tudo mão única. isso, além de poupar as árvores, evitaria uma obra complicada e cara, porque ali há um desnível importante entre os dois lados da avenida. por que não voltar a discutir essa opção?

  5. Val disse:

    Não penso que as árvores deveriam ser derrubadas. Até porque seria uma solução paleativa, ou por acaso vão parar de comprar carro?? Não adianta alargar avenidas derrubando árvores, pois logo essa situação tornará absoleta. O importante é investir em um sistema transporte público eficiente, como ônibus de dois andares, ou mesmo com a possibilidade de investir em transporte subterrâneo. Tem a possibilidade tb de fazer vias alternativas, como a de Mirassol e a que vai para o Natal Shopping sentido Ponta Negra, mas que só circulariam os alternativos e ônibus e nas avenidas principais circulariam só os particulares. Ainda tem a possibilidade de fazer um sistema de transporte onde houvesse as estações com vias alternativas onde os ônibus e alternativos que fazem a linha para o bairro tivesse como destino apenas para aquele local de origem. Precisa-se é de conscientização da população. Se observamos o trânsito, veremos que a grande maioria dos carros só tem o motorista, quando muito um passageiro. Resumindo, precisa haver conscientização da população com relação a natureza, que já anda tão cabaleada. Esse négócio de dizer só uma árvorizinha que se vai….sei não!

  6. Arthur César disse:

    Ei Cláudia e Clotilde, sou estudante do IFRN e sei o quanto aquelas árvores são importantes, muitos carros quando param no sinal preferem parar uns 3 a 2 metros antes, porque fica embaixo de uma árvore; 1,5 de asfalto não é garantia nenhuma de melhor trânsito, que seria melhorado com uma simples sincronização de semáforos ou ultilização de vias pouco ultizadas isso simplesmente feito por estudos e re-educação da populacional; e por último, não são meia-dúzia e sim entre 43 e 56 árvores.
    Seria sentido um grande desconforto devido ao calor no momento que elas fossem derrubadas e colocado asfalto no lugar. Por pequenas e grandes causas aquelas árvores não devem ser retiradas.

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