O juiz da 1a Vara da Infância e Juventude de Natal, Dr. José Dantas de Paiva, ordenou, na segunda noite do Carnatal, a retirada de todos os agentes de fiscalização do corredor da folia, da pipoca e dos camarotes.
Foi suspensa apenas a fiscalização de campo – permanece o plantão diante do portão 6 do Machadão, mas fora da sala e do ar-condicionado.
O motivo? O juiz leu o comunicado da Sociedade Riograndense do Norte de Infectologia que alerta, entre outras coisas que “a realização do evento denominado Carnatal pode aumentar consideravelmente o número de casos, assim como qualquer outra forma de aglomeração humana. Pelo mecanismo de transmissão da doença, espera-se que o risco seja diretamente proporcional à intensidade da aglomeração.”
A medida procura dar segurança não apenas aos agentes, mas as crianças e adolescentes porventura apreendidos, que poderiam encontrar, também na sala, um local propício para a disseminação do vírus.
Embora permaneça o plantão não é de se perguntar se, ao menos no corredor, pipoca e camarotes, os menores não se sintam liberados demais pra beber, cair e levantar – e, claro, contraírem o H1N1 entre um gole e um beijo.
