Dos muertes, un puñado de spleen

14 de maio de 2010

Um Já Comentou para “Dos muertes, un puñado de spleen”

  1. Jarbas Martins disse:

    por que, meu caro mario ivo, cultivamos tanto a morte, essa jocosa companhia? por que neste teu sítio nada ameno acostumaste os teus leitores com a semiótica do nada, as marcas do vazio desesperador ? talvez o horror vacui dos barroquistas nos explique, e haja o enjôo das teorias literárias. certo é, meu caro nada ledo ivo, que sua arte experimental e disfórica resume toda a história da nossa pequena poesia, de nossa arte recessiva e envergonhada. as duas mortes e seu quinhão de spleen que nos acompanha, desde o avô henrique castriciano, que cultivava estefanotes, flores adequadas para os túmulos. o ressentimento desse macaibense, em nossa submersa província, preconceituosa e intolerante, seu recalque de mestiço fileleno, sua aparente misoginia talvez nos explique essa busca dolorosa do avesso, das instabilidades e do mal estar. se não os nossos traços biográficos, que barthes pernosticamente chamou de biografemas, o que então poderá explicar a poética potiguar ? sua história contada em parcelas de nada ?e as desconstruções multimidiáticos de carito, o filho pródigo de nossas vanguardas, e o spleen perverso de franklin jorge, sua arte montagística e citacional ? talvez nada explique, nem o vento pressagiador do esquecimento, nem esta epístola encanecida, nem a auréola de trevas que cinge meus sessenta e sete anos. ciao, meu cronista corrosivo e noturno.

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