Amor à primeira vista

1 de dezembro de 2010


Livros são objeto do desejo, e o desejo, vocês sabem, endoidece. Como quem gosta de ler [ama, venera, idolatra] quase sempre tem um pé no fanatismo e outro no consumismo desenfreado, além, claro, os bolsos eternamente vazios, diante de tantos lançamentos, relançamentos, estantes e gôndolas abarrotadas de livrarias, bookshops, shopping etc., faz-se necessário, diria quase imperioso, uma mãozinha do objeto em si – capa, contracapa, dimensões, papel, lombada, livro é algo para se ter nas mãos muito antes de sob os olhos. Daí o papel [sorry], o trabalho, esforço, mágica, sedução, hipnose, do tal designer gráfico, que deve, além de respeitar e inovar a estética, impulsionar as vendas, fisgando o olhar do leitor no meio do mar de similares. Esse sujeito aí, o David Pearsons, que os entendidos do gênero devem conhecer, é, provavelmente, o sonho de qualquer editora. A Penguin Books sabe disso e várias de suas coleções têm o dedo do Pearsons. Nas fotos, alguns volumes da Great Ideas e da Great Loves. E, mais abaixo, outros da Éditions Zulma. Mais, no sítio do rapaz. Dá gosto de ver/ler.

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