A Cultura Inglesa da Rodrigues Alves, em pleno e famigerado Plano Palumbo [sic], deve fechar suas portas – motivo: a Prefeitura vai implantar na avenida o projeto Via Livre e exigiu da escola estacionamento para mais de dez carros.
Segundo a direção, não foi viável atender essa exigência, e a saída é fechar, mantendo apenas a outra unidade, em Mirassol.
Como na avenida há muitos bares, restaurantes, uma agência da Caixa Econômica, escritórios, igrejas, clínicas, dentistas, médicos e uma das maiores academias de ginástica da cidade (que tem estacionamento próprio, mas que, aparentemente, não atende à demanda), é de se esperar que o problema se alastre – até porque, se todos forem atender às condições exigidas pela Semob (desde, claro, que possam fazer o investir), provavelmente os terrenos existentes não conseguirão atender a quantidade de vagas.
Resultado: por um lado, desemprego; por outro, queda nos aluguéis, que terão seu uso limitado.
A Cultura Inglesa e outros estabelecimentos já foram, inclusive, multados.
É de se perguntar se a Semob fez um estudo de impacto sobre o comércio e serviços da região, como exige o mesmo estudo (de impacto sobre o trânsito) para quem deseja abrir as portas de qualquer novo negócio.
É de se perguntar, ainda, se a mesma regra será aplicada à Afonso Pena, ou se, por ostentar o título (não oficial) de “Oscar Freire local”, dois pesos e duas medidas serão aplicados às duas avenidas vizinhas e paralelas.
