Do jeito que as coisas estão o retrato atual da dobradinha Wilma de Faria-Iberê Ferreira de Souza é um abraço de afogados.
Não se sabe quem puxa quem mais pra baixo. Se Wilma atrelada a Iberê, se Iberê agarrado a Wilma.
Por outro lado, se o vice soltar a governadora, não sobrevive nas águas gélidas, glaciais, em que está mergulhada a sua candidatura. Tem até o início de julho, fim de junho, para aumentar a temperatura, de frias para tépidas, de tépidas para mornas, ao menos morninhas – assim dizem as pitonisas.
Já Wilma de Faria pode aumentar suas chances de sobrevivência caso se desembarace do peso morto. Tábua de salvação não há. Ao menos no momento. Lá longe, no horizonte, pintou Carlos Eduardo Alves, uma bóia que serve só a ele mesmo e na clara intenção de nadar até outro horizonte ainda mais distante, o de 2012, quando a eleição não é para o Senado.
A governadora tem ainda outro probleminha a resolver, além da chama no peito, e do fogo, abraço amigo: o Novo Jornal empurra a cabeça da Dona Wilma sem pudor algum, todos os dias, manhã cedinho. O número de leitores parece que não é lá essas coisas, o de assinantes também não, mas o rombo em sua candidatura deve atingir proporções nada desprezíveis com o avizinhar-se das eleições.
Em águas aparentemente mais tranqüilas, e ajudada pelos mesmos motivos do parágrafo anterior, a senadora Rosalba (que, de tão íntima do eleitorado, já nem precisa de sobrenome). A percepção da sua candidatura – vendida diariamente sem questionamentos de nem um único dos seus pretensos adversários – aproxima o pleito a um cruzeiro em águas plácidas. À bonança atual pode, no entanto, porém, todavia etc., advir uma tempestade, contrariando a ordem natural do dito: a crise nacional dos Democratas pode ser o fato novo tanto ansiado pelos wilmistas, iberezistas e tais. Que ninguém espere que o cenário nacional seja decisivo no ambiente paroquial – mas inócuo, com certeza, não será.
Como dizem por aí, a fila anda. E este é – ou pode ser – um instantâneo de fim de fevereiro, começo de março, com suas águas, paus, pedras, início do caminho.
O futuro próximo governador (me refiro aos meses antes das eleições) pode e deve mostrar a que veio (e veio contra tudo e contra todos os demais candidatos – reparem no presidente Robinson, também ele da tribo dos Faria, óculos escuros e cara de mau, à beira-mar, longe da rebentação).
E é claro e cristalino como água de mar não poluído que esse mostrar a que veio só pode se dar através de um único meio, ao menos legal, já que o uso da máquina é proibido por lei: a propaganda governamental dos próximos meses será tão ou mais importante que o marketing da campanha. E vai servir seja para a governadora que sai, seja para o governador que assume.
Por enquanto o que tem sido realizado, na área, não está dando os resultados esperados.
Mas – vou me repetir – a fila anda. E de certo mesmo é que o cenário próximo vai se desenrolar como uma batalha naval. Almirantes não faltam, capitães-de-corveta idem. Piratas, corsários, flibusteiros? Os temos de ruma, derna o tempo de Jacques Riffault.


Parabéns pelo uso do “derna”, partícula gramatical saborosa e plena de cheiro de infância… Mas um reparo: o “derna” exige o “de” depois. “Derna de antonte”, ou, no seu caso, “derna do tempo de Jacques Rifault”. E olhaqui, Marioivo: gosto que só de ler essas tuas coisas por aqui.
… e eu pensava q sabia usar o derna derna q era pequenininho, mas a gente sempre aprende com leitores como clotilde q sabe tecer elogios com jeito de cafuné…